EPÍLOGO
Como você está? Alguém já te perguntou isto hoje? Você já fez esta
pergunta a alguém hoje? Pequenos detalhes sempre são necessários em
nossas rotinas. Detalhes, retalhos, sobras, estou aqui para contar histórias,
destroçá-las, ou seja lá qual for a definição que coloquem. Sou uma
contadora de história! Vou contar-lhes histórias de todos os tipos: amor,
romances passageiros, não correspondidos, crianças felizes que andam
pelas ruas com pedrinhas de brilhantes. Mas nem tudo são flores, contarei
também histórias de tristeza, rejeição, angústia e dor. Venha comigo, não
gosto de ser sozinha.
Antes de contar histórias que eu já vi e ouvi, vou contar-lhes a minha
história. Não é daquela que te faz ficar faminta e ansiosa para saber o que
acontecerá, mas não posso falar dos outros sem antes olhar para os meus
lindos olhos. Ops, meu próprio umbigo! Bem, nasci em 1987, filha de pais
trabalhadores, nunca me deixaram faltar nada. Sou filha única, porém
possuo um irmão, que, apesar de chato, sempre foi um alicerce para mim.
Às vezes até tenho pensamentos egoístas quando acho bom ter sido a única
filha, mas acho que seria legal uma irmã também. Contudo, como não
posso ter irmãs de sangue, tenho as de coração. Elas são vermelhinhas,
estão bem guardadas e seguras dentro de mim e são indispensáveis. São as
paredes da minha vida. Bem, agora estou com 22 anos, terminando o meu
penúltimo período da faculdade e já estou contando os dias para as minhas
férias. Eu disse contando? Sim! Também conto números. Conto também os
gatinhos da faculdade. Nossa, eles são deslumbrantes. Tem de todos os
tipos: loiros de olhos azuis, morenos de olhos verdes, altos, musculosos.
Como se fosse regra, há também os nerds, sempre segurando milhares de
livros com o óculos torto, totalmente desajeitado. A faculdade é quase um
paraíso amoroso. Sim, existe uma forma mista deste tipo de homem: bonito
e inteligente!
Durante esses quatros anos que passei naquela prisão, tive meus
momentos de altos e baixos. Períodos com matérias espetaculares e
períodos com professores insuportáveis. Sempre quis dar uma passagem de
ida sem volta a eles para o outro lado do mundo. Como quase todas as
meninas que iniciam esse caminho, conheci um veterano. Ele era quase um
deus grego! Era muito desejado, atleta e atraente. Não era exatamente
inteligente, tinha grana e seus pais podiam pagar para ele passar de ano
em qualquer faculdade. Porém, não sei o porquê nem como, ele veio até a
mim. Minhas amigas não conseguiam acreditar, acho que nem eu.
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