quinta-feira, 2 de julho de 2015

Há quem diga

Perdoem-me a minha eterna sensibilidade. Ou talvez insensata sensibilidade. Ou a insana. Quem poderá defini-la? Um dicionário? Ah, por favor, não preciso disso. Há quem diga que nunca chorou. Minha mãe já dizia que se uma mosca passasse e olhasse feio para mim, eu não pensava duas vezes em estar a chorar. Pobre mosca. Pobre menina. Há quem diga que nunca precisou de ninguém. Oh, pobre Rousseau que apresentou a fraternidade. Mas, sabe o que acontece? Pisou no calo doeu. Há quem diga que está feliz all the time. Dá até vontade de jogar um pouco de carvão nesse arco-íris. Se é que já não há. Há quem diga que nunca amou. Pior mentira do mundo: a de mentir para si mesmo. A começar pelo amor próprio. Confesso que alguns realmente não almeja se amar, nem o faz. Mas sempre há amor. Em tudo. A vida em si. Há quem diga que a vida é uma balança. É como uma bicicleta - como sempre ouvi, desde criança. Se parar? Cai. E o que é isso? Física. Não, pere. Equilíbrio. Sim, física. Não, pere. Isso é vida. Sim, vida. Em tudo, equilíbrio. Perdoem-me minha insana sensibilidade. 

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