Tantas coisas acontecem, não é? Quando penso que já vi
de tudo, vejo mais um pouco, e mais um pouco, e mais um pouquinho, acabo que
formando aquele bolo de imagens amontoadas numa prateleira no canto do quarto.
É exatamente isso que nos traz o prazer da felicidade: a
imagem. Não digo isso à toa, trago-lhe isso porque é o que acontece. A imagem
nos traz a lembrança do momento, a alegria de reviver o passado que marcou, a
vontade de querer um replay. Olhar o lado positivo da vida, ou da situação, é o
melhor a fazer, mas o negativo, querendo ou não, aparece. Não que isso seja um
problema, pelo contrário, afinal há males que vem para o bem. É bom errar, é
nisso que consiste o aprendizado, cair e levantar, chorar e sorrir, molhar e
secar. Vamos levar, então, em conta que a imagem também nos traz tristeza.
Quantas vezes já não olhamos para aquela imagem propositalmente a fim de trazer
lágrimas aos olhos? Mas também, quantas vezes já olhamos a imagem com o desejo
de sumir pelo menos por aquele momento? A verdade é que às vezes procuramos
tanto e encontramos o que estraçalha aquilo que você achava que estava em pé:
você mesmo.
Acredito que um dos momentos que mais vigora essa vontade é
quando você arruma o seu quarto. Você logo entra e percebe a bagunça que está
nele, sem saber o lugar que cada coisa deveria estar. Comece pelas roupas que
estão espalhadas, tantas velhas, trazem a lembrança de um lugar que você foi e
aconteceu algo. É hora de mudar o guarda-roupa, colocar peça nova, roupa
brilhante, um toque de perfume e enfeitar ao seu gosto. É hora de abrir a
janela e enxergar o sol que brilha fora, a brisa que bate no rosto e o som dos
pássaros que dizem “vai, segue em frente garota, o mundo só precisa de você!”.


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